quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

  Dicas de como usar a analise de valor para gastar menos dinheiro




 

        Por que se gasta cada vez mais com produtos gráficos?
        A pergunta também pode ser colocada de outra forma: por que, mesmo com o advento da internet – e a sua formidável capacidade de disseminar informações – os custos das empresas com impressos continuam aumentando?
        A resposta se encontra na Análise de Valor. Na medida em que aumenta a renda percapita de um país, como tem ocorrido no Brasil, o consumidor final de um produto demanda, cada vez mais, produtos de qualidade.
        E o custo do material gráfico de qualidade, incorporando melhor designer, papel, impressão e acabamentos especiais, com vernizes e outras aplicações, é proporcionalmente cada vez mais barato em relação a sua função de valor.
       Explicando melhor: o custo de um folder ou de um catálogo que é distribuído em um Congresso Médico ou Convenção de Vendas é cada vez mais sofisticado em relação ao que era distribuído há dez anos atrás. E a tendência é de maior sofisticação.
      A necessidade do contato pessoal, face a face, com o cliente, demanda um produto que possa ser entregue nas mãos e seja atraente, para que ele o guarde. E precisa passar para o cliente uma percepção de qualidade sobre o produto e a empresa que o distribui.
       Quando se faz a Análise de Valor do catálogo – ou outro impresso – e se compara com o que se paga no aluguel de um stand de vendas, a contratação de algumas recepcionistas, o salário do pessoal de vendas, mais o que se gasta com hotéis e almoços com clientes, o custo do catálogo é muito pequeno. E é menor, ainda, em termos da oportunidade de negócios que pode surgir do contato com um cliente potencial.
       Em suma, na Análise de Valor dos impressos, o incremento da qualidade – para melhor papel, mais cores e acabamentos especiais – é a tendência com o aumento da renda.
       A função de valor é o que também leva um editor a atrasar a entrega da sua revista quando um anúncio importante está pendente. Outra é um designer entregar a arte para o cliente e este demore cinco dias para aprovar – pois está com a atenção concentrada no aluguel dos stands, na contratação das recepcionistas e outras despesas que tem um custo muito maior do que o impresso.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A Análise de Valor

                    Até o post anterior, nos dedicamos a descrever e mostrar o que pode ser feito para se obter economias, no processo de criação e industrial, com o formato do papel.
Nesse capítulo introduzimos um novo conceito. É diferente do que foi apresentado até agora pois, como é definido no seu título, depende do seu julgamento, ou a sua avaliação da percepção que o seu cliente – ou o cliente final que receberá o produto – terá do trabalho quando o receber, ou manusear.
A Análise de Valor pode ajudá-lo a definir o tipo de papel e o peso mais adequado para o seu trabalho. Naturalmente, também é muito útil nas mais variadas áreas das agências, gráficas e empresas em geral.
O QUE É A ANÁLISE DE VALOR?
É uma técnica de otimização de recursos que utiliza a ANÁLISE DE FUNÇÕES de um produto (bem ou serviço) com os objetivos de:
    1. Otimizar resultados (aumentar receitas ou reduzir custos).
    2. Adequar um produto as necessidades do cliente.
    O VALOR de um produto deriva da sua FUNÇÃO e da PERCEPÇÃO DE QUALIDADE pelo seu consumidor final.
    FUNÇÃO DO PRODUTO: As diferentes necessidades do consumidor atendidas pelo produto. Para que serve - o que faz - o que gera de ganho - o que substitui ou economiza - o que passa como imagem (riqueza, poder, bom gosto, etc.)
    1. ORIGEM E IDEIA CENTRAL DA ANÁLISE DE VALOR
    Pouco depois da 2ª Grande Guerra, o Diretor de Engenharia de Produto da General Eletric, nos EUA, encarregava um engenheiro novato – Lawrence Miles – de revisar os custos de um projeto a ser desenvolvido para um importante cliente. Miles levou o projeto para casa, num fim de semana e voltou com uma redução de custos estimada em 50% do custo original! Como foi isso possível? Bem, Miles tinha simplesmente aplicado algumas ideias que tinha visto funcionar no Dpto. de Compras da GE, durante a guerra.
    A partir desse surpreendente resultado, e de outros mais, obtidos a partir de uma abordagem diferente e original, Miles foi encarregado pela GE de desenvolver e aprofundar suas ideias e, com recursos de tempo e dinheiro, trabalhou durante cerca de quatro anos no desenvolvimento de uma técnica que passou a chamar-se "Value Analysis" (ou "Value Engineering").
    Alguns anos depois, os resultados alcançados por Miles iam muito além da mais audaciosa expectativa.
    Em alguns casos, os incrementos de produtividade no processo, a redução de custos com materiais e pessoal ou a modificação e melhoria submetido à "Value Analysis" tinham trazido vantagens até bem superiores aos 50% citados. De fato, houve casos em que todos os custos tinham sido eliminados pela supressão da tarefa, do componente ou mesmo de todo o produto final.
    A ideia central de Miles é simples: vamos esquecer, por um instante, o Produto e do que é ele feito, e vamos concentrar atenção em suas funções. Por si só, nada é "caro" ou "barato", custo é um conceito relativo, diz ele. O importante é o Valor Adicionado ao produto e o custo desse incremento. A Análise do Valor justamente identifica os custos "desnecessários", isto é, aqueles que nada acrescentam à qualidade, à aparência ou ao desempenho do produto, do ponto de vista do usuário ou consumidor.
    O fato é que dessa ideia central, desenvolveu-se uma técnica que vem apresentando resultado notáveis nos mais diversos campos, desde a produção, passando pelo "Marketing" até a análise de sistema e processo na administração geral das empresas.
    EM QUANTO A ANÁLISE DE VALOR PODE AJUDAR NA ECONOMIA DE CUSTOS GRÁFICOS?
    A figura nessa tela mostra a economia possível com custos gráficos com o uso da Análise de Valor em comparação com o potencial de Redução de Custos com Métodos de Produção e Industriais.
    Essa figura é ilustrativa e mostra o quanto se pode ganhar. A situação, naturalmente, muda em relação a diferentes produtos, clientes e gráficas.
    Uma editora, por exemplo, que use uma folha de papel 87x114 cm, para fazer uma revista no formato fechado de 21x28 cm, com 32 páginas de capa e miolo, no mesmo papel, tem uma perda (de refile e corte) de apenas4,9% no papel. Além disso, fizer a impressão programada, reduzirá em de 10% à 15% o seu custo de impressão. Essa editora, certamente terá um custo muito menor do que a média do mercado.
    Porém, um caso como esse é mais exceção do que regra na indústria gráfica.
    O mais comum é que a revista, do exemplo, incorpore uma capa em papel com gramatura superior a do miolo, plastificada ou com verniz e que a arte seja entregue por FTP à gráfica, às 24 horas, um ou dois dias depois do acordado, pois um anunciante de capa atrasou na entrega do anúncio!
    Essa situação leva a uma pergunta importante:
     Por que se gasta cada vez mais com produtos gráficos? 
    Esta pergunta será respondida no próximo post .

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

 Dicas de como escolher a chapa de impressão






            
                                                
                                              Outro fator importante para você considerar é a área de impressão da chapa. Ainda que o papel entre na máquina, já cortado, digamos que em uma máquina cujo formato seja de 72x54, você deve considerar pelo menos 2 centímetros, de um dos lados do papel, para a "pinça" da impressora. E mais 1 cm em outro lado da folha (para mais detalhes, veja a tela 8, neste guia), para o corte de “refile”, após a saída do papel.
Por que o corte de refile, após a saída do impresso, se o papel já entra cortado?
Em impressos onde a demanda por qualidade seja menor esse corte pode ser evitado, ou pode ser menor.
Porém, se o objetivo é obter um produto final de qualidade – o corte deve ser feito.
A razão é a seguinte: embora seja imperceptível a olho nu, o papel é tracionado para passar pelos cilindros da chapa, da blanqueta e de impressão, como você pode ver na figura lateral. Quanto maior a quantidade de cores, por mais cilindros o papel precisa percorrer.
Logo, é tensionado, ou "estica", como é denominado. Além disso, de acordo com o calor e a umidade, entre outros fatores, as fibras do papel se "expandem", ou "contraem".
Em função disso, uma folha (ou um "caderno") impressa na parte da manhã pode ter uma variação do papel diferente do que foi impresso a noite. Logo, após as diferentes folhas terem sido dobradas, encadernadas e grampeadas à tarde – para fazer uma revista, por exemplo – se não houver o corte as bordas das revistas ficarão com pequenas variações, geradas pelas diferentes fases mecânicas pela qual passa o papel – impressão, dobra e acabamento.
Observando as sugestões que damos neste capítulo, você poderá escolher mais fácil, a gráfica e a impressora que, em geral, que se permitem a combinação certa de qualidade e preço para os seus impressos.
A figura abaixo mostra como a folha é "puxada" para dentro da impressora:
 A figura abaixo mostra o papel dentro da máquina. O processo gera uma tensão que expande as fibras. 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Como Escolher a Impressora: Decidindo entre Qualidade e Preço

     Apesar da padronização internacional das medidas, o papel para fins industriais é comercializado em diferentes medidas, que procuram a se adequar a três condicionantes básicas:
  • 1. A largura da bobina (ou "boca") em que o papel é fabricado.
  • 2. As medidas das áreas de impressão das máquinas nas diferentes gráficas.
  • 3. Os formatos mais comuns dos impressos editoriais (revistas, livros e outros) e comerciais.
     A qualidade que se deseja para um impresso é definida, primeiro pelo designer e em seguida pelo papel e tipo de impressora que é utilizada para se obter o resultado final o trabalho.
Em geral, trabalhos de grande tiragem, onde é imprescindível a velocidade e a redução de custos, de papel e de impressão, são feitos em rotativas. O melhor exemplo disso são os jornais diários.
Outros produtos de grande tiragem, como algumas revistas semanais, ou encartes em jornais dominicais, também usam rotativas offset ou flexografia, um sistema similar, porém, com a qualidade um pouco inferior as offset – e um custo menor. O resultado final, no caso de ambos os sistemas de impressão, para o fim pretendido é bom e barato.
ROTATIVAS X PLANAS
      Os impressos que precisam de melhor qualidade são feitos em impressoras usualmente denominadas como "planas". Considerando essa introdução, a sua primeira decisão de custosé condicionada por:
 1. Alta tiragem e menor qualidade de impressão; ou,
 2. Alta qualidade.
Se a sua escolha foi por qualidade, o seu passo seguinte é definir a impressora certa para o seu trabalho.
Nessa fase, as principais variáveis que influenciarão os custos continuam sendo qualidadequantidade e formato do seu trabalho. Essas três condicionantes é que definirão o preço final para os seus impressos.
A CONDICIONANTE DE QUALIDADE
     Se você pretende, ou precisa de qualidade, deve escolher gráficas que tenham impressoras novas. E, nessa categoria, você pode considerar máquinas com até seis anos de produção. Embora existam empresas com equipamentos mais antigos que, pelo cuidado da manutenção e pelo profissionalismo dos seus impressores consigam resultados muito bons, mesmo com equipamentos mais antigos.
Se você escolheu uma gráfica que possui equipamentos modernos, será atendido mais rápido e provavelmente terá menos problemas de entrega e de qualidade do material.
DEFININDO O EQUIPAMENTO CERTO PARA O SEU IMPRESSO
      O segundo passo para a decisão é a identificação da origem da impressora.
A oferta de impressoras, em todo o mundo, é definida por três países: a Alemanha, o Japão e a China.
As melhores impressoras continuam sendo as alemãs. O processo de impressão é feito por mecânica de precisão, ao qual se incorpora, cada vez mais, novos componentes eletrônicos. Em virtude de incorporar mais tecnologia de precisão, em geral essas impressoras são mais caras do que a concorrência, mas se pagam em qualidade.
O segundo grupo é formado pelas impressoras japonesas. O terceiro, pelos equipamentos chineses Outra consideração importante para definir a gráfica é o formato da área de impressão das máquinas.
IMPRESSORAS DE FOLHA INTEIRA, MEIA FOLHA E UM QUARTO DE FOLHA
      As impressoras em geral são classificadas de acordo com a área de impressão das suas chapas.
Os profissionais de impressão costumam designar essas máquinas como de "folha inteira", "meia folha" e "um quarto de folha".

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Dicas de Como Considerar os Cortes de Papel Para entrada nas Impressoras

  • Todos os cortes de papel, em folhas de qualquer dimensão, para entrada em impressora, seguem os padrões apresentados nas páginas anteriores, devendo ser considerados os cortes de refiles e as áreas para pinça da máquina.
  • A seguir, apresentamos a opção de dividir a folha de 66x96 cm em três e quatro partes, apenas com o refil necessário para a separação das folhas.
  • Perceba que, retirando dessas partes a área necessária para a pinça da máquina e os cortes do impresso final, perde-se muita área de papel.
  • Logo, exceto nos casos de impressos que exijam cortes especiais (em geral pastas e folders) ou acabamentos de alta qualidade, com aplicação de verniz, ou corte, vinco e dobras mais complicadas, é mais econômico que o papel tenha no máximo um ou dois cortes.
Exemplo de corte do papel 96x66 em TRÊS partes (folhas)
 Formato útil da folha 31x63 (3 folhas)

Exemplo de corte do papel 96x66 em QUATRO partes (folhas)
Formato ÚTIL da folha 46,5x31 (4 folhas)

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Dicas de  Como Usar a Tabela Prática Para Escolha do Formato do Papel
       Você deve ver  painel com os formatos mais comuns de papel e os seus cortes para a impressão.
       A vantagem no uso desses desenhos é comparar qual é o melhor tamanho do papel para o seu trabalho. Permite-lhe planejar a arte e dimensioná-la no formato que melhor se adequa a impressão, garantindo expressivas economias em custo gráfico.
      O box preto que aparece em algumas figuras mostra a perda de papel que ocorrerá quando se usar, naquele formato, o corte que é mostrado. Logo, deve ser evitado.
      Quando for escolher o formato de papel mais adequado para a sua arte – e calcular o número de impressos por folha de papel – considere que, em geral, você terá que dar um desconto de pelo menos dois centímetros em cada lado do papel (para refile e pinça da máquina) e mais um centímetro para o corte do papel.
        Essas medidas podem mudar um pouco, de acordo com o tipo de trabalho, dobras, cortes e facas especiais, mas são uma base para que você planeje a sua arte impressa.
Exemplo
       Uso de uma folha inteira no formato 66x96cm, para impressão de um trabalho no formato 24x42 cm (aberto). Na folha 66x96 caberão no máximo 6 impressos desse formato.
Descrição do exemplo:
          Em uma folha de papel no formato 66x96 cm onde se queira imprimir trabalhos no formato 24x42 cm pode-se aproveitar a área (da folha inteira 66x96 cm) para 6 impressos no formato desejado. Perceba que dois pedaços foram organizados na horizontal e 4 na vertical, para melhor aproveitamento do papel. Apesar disso, ainda ocorreu uma perda (mostrada na área em preto).
           Logo, deve ser evitado pois é um desperdício de dinheiro e recursos. Quando for escolher o formato de papel mais adequado para a sua arte – e calcular o número de impressos por folha de papel – considere que, em geral, você terá que dar um desconto de pelo menos dois centímetros em cada lado do papel (para refile e pinça da máquina) e mais um centímetro para o corte do papel.
             Esse processo é mostrado no post seguinte.
Essas medidas, naturalmente, podem mudar um pouco, de acordo com o tipo de trabalho, dobras, cortes e facas especiais, mas são uma base para que você planeje a sua arte. Para mais informações, nos consulte no telefone (21) 2501-2001, sem nenhum custo ou compromisso. Favor falar com o Wislay, Roberto ou Natália.
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